
Apresentaçom do livro “La locura rev(b)elada: narrativas, experiencias y saberes encarnados “



O movimento H+ é, em poucas palavras, uma organização que tem como objectivo ultrapassar, com meios científicos e tecnológicos, os limites da condição biológica do ser humano e, em última análise, almeja alcançar a imortalidade terrena. A adjectivação «terrena» serve para expressar o aspecto aparentemente mundano e laico desta nova figura da mais antiga inquietação humana: do Épico de Gilgameš, do terceiro milénio antes de Cristo, à prática da mumificação dos antigos Egípcios, do pensamento taoista à alquimia esotérica, os defensores das ideias H+ consideram-se os legítimos herdeiros dos esforços históricos da humanidade para ganhar o seu jogo de xadrez com a morte.
A nova estratégia, que ganhou forma durante os anos 1990, tende a fundir guerra com intervenções humanitárias e crise sanitária com emergências militares. A guerra H+ não se encontra nas declarações formais entre Estados soberanos, mas na irrupção das chamadas emergências complexas — naturais ou humanas —, desastres caracterizados pela implosão do Estado, pelo colapso das infraestruturas públicas essenciais (saneamento, água, energia e provisões alimentares) e pela prevalência de doenças infecciosas.
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Andrea Mazzola licenciou-se em Filosofia na Universidade de Nápoles «Federico II» e actualmente é doutorando no Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa com um projecto de pesquisa sobre os fundamentos da mecânica quântica e o pensamento de A. N. Whitehead. Colabora assiduamente no Jornal Mapa, onde assina a rubrica «Transumanismo» com o pseudónimo κοινωνία.
Preço: 12 €
Edita: Jornal Mapa
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Esta edição foi possível graças à colaboração de: A Batalha; Ardora (s)ediçons anarquistas; Barricada de Livros; BOESG Centro de Cultura Libertária; Maldatesta e Tortuga.

Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).
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Andrea Mazzola licenciou-se em Filosofia na Universidade de Nápoles «Federico II» e actualmente é doutorando no Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa com um projecto de pesquisa sobre os fundamentos da mecânica quântica e o pensamento de A. N. Whitehead. Colabora assiduamente no Jornal Mapa, onde assina a rubrica «Transumanismo» com o pseudónimo κοινωνία.
Preço: 12 €
Edita: Jornal Mapa
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Esta edição foi possível graças à colaboração de: A Batalha; Ardora (s)ediçons anarquistas; Barricada de Livros; BOESG Centro de Cultura Libertária; Maldatesta e Tortuga.
O próximo sábado 17 de outubro, às 20:00h, terá lugar a apresentaçom do livro «Transumano mon amour» com o autor, Andrea Mazzola, e o editor. Será na Gentalha do pichel, em Compostela, na rua santa clara, 21. O aforo máximo vai ser de 20 pessoas polo que quem queira pode reservar enviando um correio a ardora@bastardi.net. Também haverá bancas com livros.
O livro pretende esboçar, analisar e cartografar o que é o movimento transumanista, umha organizaçom que tem como objetivo ultrapassar por meio da ciência e a tecnologia os limites da condiçom biológica do ser humano, assim como a sua implicaçom nessa estratégia dos Estados que tende a fundir guerras com intervençons humanitárias e crises sanitárias com emergências militares.
O jornal Mapa é quem edita o livro com a colaboraçom de A Batalha, Barricada de livros, BOESG, Centro de Cultura Libertária, Maldatesta, Tortuga e Ardora (s)ediçons anarquistas.

Também havera apresentaçons o 15 e 16 noutros lugares como Coimbra ou Porto. 
Neste número os textos: A febre do lítio. Covid, prisom e falta de meios: dupla condena. Até sempre Bitxobola.


Neste número os textos: A corte dos ananos. David Graeber e o anarquismo. O dilema: o dinheiro ou a vida.
Neste número os textos: Dez punhaladas à política. Small is beautifull?. Semana internacional de solidariedade com as anarquistas encarceradas. Amadeu Casellas condenado a quatro anos de prisom.

Neste número os textos:Inferno ou utopia?. Ai Pastora, quanto te estranhamos!. Solidariedade com as prisioneiras anarquistas de longa pena de prisom.

Neste número os textos: Os cans de Pavlov. O estado com máscara. A luita continua.

Nesta entrega varios textos em torno ao tema do coronavirus: Do controlo social ao controlo mental. Refém. Prisom em estado de alarma. Exércitos nas ruas.
