Autor: ardora

A um ano do despejo do Escárnio – Jornadas pola okupaçom

Máis info: https://www.facebook.com/events/261136951098847/

Esta sexta feira, a um ano do despejo do CSOA Escárnio e Maldizer, e em solidariedade coa CSOA Insumisa, organizamos a seguinte jornada:

– 18h Palestra sobre a nova regulaçom nos despejos nos casos de okupaçom

– 20:30h Concentraçom na Praça do Pam: Pola okupaçóm e en solidariedade co Escárnio e Maldizer e co CSO A Insumisa

– 22h Ceia

– 23h Concerto e Pinchada
– Punkiereteiras
– As Marías Son’d Sisters (Foliada-Gipsy)

Anímadevos e vide connosco!

DIFUNDE E PARTILHA!

Coruña Libertaria

II Jornadas anarquistas

MAIO:

25 – Sexta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Presentaçom do novo coletivo “Centro de estudos sociais Germinal” e presentaçom das jornadas.

29 – Terça-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Presentaçom do livro “A Coruña anarquista: na procura do ideal de liberdade” e palestra “O anarquismo coruñés ata 1936” por Oscar Freán, autor do livro.

30 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do filme “Nuestro culpable” de Fernando Mignoni (1937)

XUNHO

3 – Domingo às 12:30 no cemitério de San Amaro:
Ofrenda floral aos mártires da greve geral de 1901 na Corunha

6 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do documentário “Memorias rotas, balada sobre el comandante Moreno” a cargo da sua diretora Manane Rodríguez

8 – Sexta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Palestra sobre Ramón de la Sagra a cargo de Ascensión Cambrón

11 – Segunda-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Palestra “Galiza nas redes anarquistas internacionais” a cargo de Eliseo Fernández.

15 – Sexta-feira às 19:00 na Rua Washington 36:
Projeçom do filme “Viva Zapata” de Elia Kazan comentada por Alber Ponte.
A continuaçom, palestra “O movemento agrario na comarcal de San Pedro” a cargo de Ramón Boga.

20 – Quarta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Projeçom do filme “Amanece sobre España” de Louis Frank e palestra sobre o documentário durante a Revoluçom espanhola (Buñuel, Hemingway, Dos Passos)

22 – Sexta-feira às 22:00 na Rua A Paz 16:
Palestra “Esperanto e anarquismo” a cargo de Carlos Sánchez Crestar

27 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do filme “Furia libertaria”

30 – Sábado:
11:00 Roteiro libertário (por concretar)
20:00 Palestra “Transición e movemento anarquista” a cargo de Miguel Ángel Martínez e presentaçom de Carlos López na Rua Washington 36

Organiza: Centro de estudos sociais Germinal, Ateneo libertario Xosé Tarrío, Unión anarcosindicalista.

Colabora: Ardora (s)ediçons anarquistas.

Crónica do Novas da Galiza da palestra: “Ataques à liberdade de expressom e a repressom ao jornalismo crítico”

Crónica elaborada polo periódico Novas da Galiza da mesa redonda organizada baixo a lenda “Ataques à liberdade de expressom e a repressom ao jornalismo crítico”  onde intervirom integrantes do próprio Novas da Galiza, de Galiza Contrainfo e de La Haine.

O Estado contra os meios alternativos

por  do Novas da Galiza

Na sexta-feira, 14 de dezembro, o recentemente inaugurado Centro Social Okupado e Autogerido Aturuxo das Marías, de Compostela, acolheu umha jornada organizada pola editora Ardora (s)ediçons anarquistas para debater sobre a repressom contra jornalistas de meios críticos e alternativos. Nessa jornada, participou o Novas da Galiza, acompanhando Jorge Correa ‘Boro’, de LaHaine e o Galiza Contrainfo.

héctor barandela

Os casos de perseguiçom policial e judicial sofridos polo jornalista Jorge Correa durante o desempenho do seu trabalho como jornalista para o portal LaHaine fôrom o ponto central da jornada, os quais servírom, de resto, para expor os mecanismos que o estado espanhol está a desenvolver para o controlo da imprensa crítica. Ademais, este revelou-se nom como um caso isolado, mas como umha estratégia que está a afetar jornalistas e ativistas que pretendem umha transformaçom social.

Monarquia em xeque
Um dos casos em que ‘Boro’ teve que fazer face à perseguiçom polo seu trabalho foi pola sua cobertura da mobilizaçom Jaque a la Monarquía, em Madrid em 29 de março de 2014, umha semana depois do dia em que tiveram lugar as Marchas da Dignidade na mesma cidade. Ao longo dessa semana e desde 22 de março, La Haine esteve presente dando cobertura a diversas mobilizaçons e protestos na capital do estado.

No dia 29 tivo lugar a mobilizaçom contra a monarquia, durante a qual, «Boro», acabou por ser detido, tendo sido acusado de atentado e danos que somariam um pedido de seis anos. Decorrido o processo, e num julgamento em que a falta de provas ficou patente, com as declaraçons policiais a mostrarem inúmeras inconsistências, ‘Boro’ acabaria por ser absolvido. No seguimento da decisom judicial, este jornalista vem de anunciar que denunciará a Polícia por falso testemunho e denúncia falsa.

Jorge correa, “Boro”, jornalista de La Haine foi recentemente absolto de umha denúncia de atentado à autoridade enquanto cobria umha mobilizaçom de 2014 em Madrid. Também foi detido, e neste caso condenado, na Operaçom Aranha 

Perante o julgamento, ‘Boro’ recebeu umha multidom de mostras de apoio públicas, incluídas duas declaraçons institucionais do parlamento de Navarra.

Na sua exposiçom, ‘Boro’ indicou também que durante a mobilizaçom de 29 de março foram agredidas também outras cinco fotojornalistas. Mais à frente, acabaria por vir a ser provado em tribunal que dous agentes de polícia foram os agressores.

Operaçom Aranha
Umhas semanas depois da mobilizaçom Jaque a la Monarquía teve lugar a primeira das quatro fases da Operaçom Aranha, umha perseguiçom de opinions políticas nas redes sociais que a Audiência Nacional pretendia classificar como constituindo crimes de “enaltecimento do terrorismo”. Segundo explica ‘Boro’ sobre a sua experiência, “dias depois dessa primeira operaçom meios como o ABC diziam que ainda se estavam a procurar pessoas que estavam a enaltecer o terrorismo nas redes sociais, mas que nom tinham podido ser identificados polos seus perfis, polo que ainda nom foram detidos. Um desses meios publicou capturas de ecrám de tweets meus”.

Assim, na segunda fase da operaçom Aranha, a Guarda Civil apresentaria-se no domicílio particular de ‘Boro’, solicitando a sua identificaçom para a entrega de umha notificaçom judicial. Após a identificaçom comunicam-lhe que está detido por enaltecimento do terrorismo nas redes sociais. O julgamento teve lugar em novembro de 2017 na Audiência Nacional. ‘Boro’ na palestra expóm o absurdo da acusaçom: “incluíam-se vinte e umha publicaçons em redes sociais, dezassete das quais eram partilhas doutros perfis, entre elas, cartazes da organizaçom basca Herrira, que a Audiência Nacional considerou enaltecimento do terrorismo”. Finalmente, ‘Boro’ foi condenado a umha pena de ano e meio de prisom e atualmente encontra-se trabalhando no recurso no Tribunal Supremo contra essa sentença.

héctor barandela

O jornalista de LaHaine lembra que a Operaçom Aranha contou com quatro fases e terminou com setenta e seis detençons. “Houve cinco absolviçons, alguns arquivamentos e dúzias de condenas”, expom, ‘Boro’, quem lembra o caso de Alfredo Ramírez, “o primeiro preso por tweetar, passou um ano em prisom”.

 

Boro sofrera também outra detençom em 2014, nesta ocasiom em relaçom com os atos polo 20 aniversário da ocupaçom que dera lugar ao gaztetxe Euskal Jai, em Irunha, aos quais estava a dar cobertura. Este caso ficará arquivado.

A Operaçom Aranha contou com quatro fases e terminou com setenta e seis detençons: “Houvo cinco absolviçons, alguns arquivamentos e dúzias de condenas”, lembra Boro 

Mais casos de perseguiçom no estado
Porém, o caso de ‘Boro’ nom é o único registado nos últimos anos contra a existência de meios de comunicaçons críticos. Entre os casos citados por ‘Boro’ na sua palestra encontravam-se os casos dos portais navarros fechados pola Audiência Nacional, Apurtu e Ateak Ireki. O primeiro deles foi clausurado em 2011, passando um dos seus membros um ano e meio em prisom preventiva. O sumário aberto contra este meio foi arquivado em 2013. Pouco antes desse arquivamento, um auto da Audiência Nacional ordenava também o encerramento de umha web de recente criaçom, Ateak Ireki, acusando‑a do seu relacionamento com a organizaçom Herrira. Atualmente, encontra-se ativo o meio Ahotsa.info, o qual tem umha causa aberta de enaltecimento do terrorismo por empregar a expressom “presos políticos bascos”.

Também sob umha acusaçom de enaltecimento do terrorismo a Fiscalia solicitou dous anos de prisom para Álex García, promotor da Resistencia Films. Após a vista oral na Audiência Nacional este ativista ficaria absolvido.

Em Irunha dous ativistas fôrom denunciados por “revelaçom de segredos” pola Hermandad de Caballeros Voluntarios de la Cruz, ao terem recolhido imagens das missas em homenagem ao franquismo e aos militares golpistas de 1936 que se celebram na cripta do monumento aos caídos desta cidade. A partir dessa denúncia, o Ministério Público solicita dous anos de prisom. A audiência teve lugar neste mês de dezembro, prosseguindo para o proferimento da sentença.

Os portais navarros Apurtu e Ateak Ireki foram clausurados pola Audiência Nacional 

Boro’ também expujo o caso da jornalista Verónica Landa, de Izquierda Diario, quem foi acusada por “calúnias” polo chefe superior da Polícia Nacional em Catalunha ao publicar que este oficial teria estado envolvido num caso de torturas em 1974. Naquele artigo, onde a jornalista revia diversos casos de torturas por parte das forças de segurança do estado, Landa indicava que este mando policial fora “indultado pola morte de um suspeito em 1974. A declaraçom de Trapote foi considerada improvável pola família do falecido e foi levado a julgamento. Em 1977 a Audiência Provincial de Barcelona arquivava o caso ao considerar que os factos ficavam acolhidos aos indultos de 1975 e 1977”.

A todo isto poderiam-se acrescentar diversos casos de aplicaçom da Lei da Mordaça a fotojornalistas que realizavam a cobertura de mobilizaçons para meios alternativos.

Novas da Galiza
Polo Novas da Galiza interveio Charo Lopes, quem expujo as reflexons de membros do conselho de redaçom deste meio arredor da repressom e a perseguiçom aos jornalistas críticos. “Nom recebemos a repressom por sermos jornalistas, mas por sermos ativistas”, expujo, acrescentando que a visom de liberdade de expressom e de imprensa defendida polo Novas nom partilha a conceçom que dessas liberdades se reproduz na mídia empresarial.

Lopes também indicou que ao ter o trabalho do Novas da Galiza mais a ver com a análise do que com a cobertura presencial de mobilizaçons na ru,a a repressom tem chegado mais através da sua relaçom com os movimentos sociais ou com as consequências de informaçons publicadas.

Novas da Galiza” foi assinalado em sumários promovidos pola audiencia nacional contra o independentismo

Assim, em 2005 dous agentes de vigilância aduaneira denunciárom o Novas por injúrias e calúnias, por este ter publicado o seu envolvimento na partilha de informaçom com um empresário viguês que permitiu que este escapasse a um controlo policial que o envolveria num caso de tráfico de cocaína. Um tempo depois somaria-se a esta querela a Agência Tributária ao publicar-se que o responsável pola vigilância aduaneira na Galiza estaria envolvido no contrabando de tabaco. Depois da inibiçom de vários tribunais no processo, este nom avançou.

Anos mais tarde, após a publicaçom de umha reportagem que relacionava um comando da polícia espanhola de Compostela com umha rede de tráfico de pessoas migrantes, o Novas da Galiza teve conhecimento de que o agente em causa pretendeu registar a sede do jornal, umha tentativa que foi impedida pola autoridade judicial competente.

Quanto à sua relaçom com os movimentos, Lopes assinalou que o Novas padeceu o sequestro de material aquando da operaçom Castinheiras em 2005 contra a AMI que se encontravam em domicílios particulares, pois naquela altura o jornal nom contava com umha sede fixa. Também expujo que o Novas da Galiza tem aparecido nos sumários de diversos julgamentos promovidos pola Audiência Nacional contra o independentismo.

Galiza Contrainfo
Galiza Contrainfo é um projeto audiovisual que nasceu em 2010. Zélia Garcia, umha das duas integrantes, expujo no CSOA O Aturuxo das Marías qual foi o saldo repressivo nestes anos que levam de trabalho. Assim, em 2011 este projeto teve que realizar umha campanha de angariaçom de fundos para pagar quatro sançons administrativas por participaçom em concentraçom ilegal. Após ser rechaçado o recurso e quando já ficaria apenas a opçom de apresentar um recurso de alçada, o Galiza Contrainfo optou por fazer um crowdfunding que contou com um grande sucesso.

Em 2011 galiza contrainfo conseguiu pagar as suas multas graças a um “crowdfunding”

 

Também em 2011 umha das suas integrantes teve que ir a julgamento denunciada pola polícia por alegadamente ter berrado “ETA mátalos” enquanto tirava fotos durante a Cadeia Humhana em favor dos presos independentistas de 2009. No juízo ficou absolvida, surgindo este processo como mais umha mostra da habitual atitude ameaçante e amedrontadora das forças de seguridade do estado perante o trabalho do Galiza Contrainfo. “Nom temos o mesmo papel que a imprensa sistémica”, salienta García, “nós nom nos colocamos atrás do cordom policial”.

Nos últimos meses, e na sequência do abrandar da mobilizaçom de rua, o Galiza Contrainfo começou também a trabalhar na realizaçom de reportagens audiovisuais, abordando temáticas como a oposiçom ao centro comercial de Porto Cabral, a implantaçom da ENCE na ria de Ponte Vedra ou a greve feminista do 8 de março.

Na sua exposiçom, Zelia García apontou para a necessidade de deixar de entender o jornalismo como algo objetivo ou como umha mercadoria, “o jornalismo fala da vida, de resistências e de experiências coletivas”.

Dia das Letras com o bloco reintegracionista

Informaçom da convocatória:

Como é habitual no Dia das Letras, este 17 de Maio haverá reivindicaçom lingüística nas ruas da Galiza. Será umha única manifestaçom nacional, convocada pola plataforma “Queremos Galego”.

Mais um ano o reintegracionismo de base organizado estará presente na mobilizaçom com cortejo próprio. Soma-te ao bloco reintegracionismo, porque queremos falar ao mundo com os pés na Terra!

Eis as entidades aderidas até agora à convocatória.

Associaçom de Estudos Galegos (AEG)
Ardora, (s)ediçons anarquistas
BRIGA
Centro Social A Gentalha do Pichel (Compostela)
Centro Social Gomes Gaioso (Corunha)
Centro Social A Revolta (Vigo)
Centro Social Faisca (Vigo)
Centro Social Fuscalho (Baixo Minho)
Centro Social Mádia Leva (Lugo)
Centro Social Xebra (A Marinha)
Coletivo Terra (Pontedeume)
Diário Liberdade
Escolas de Ensino Galego Semente
Fundaçom Artábria (Trasancos)
Galizalivre
SCD do Condado (Condado)

Mulheres contra o cárcere. Reflexos, vivências e luitas.

Mulheres contra o cárcere. Reflexos, vivências e luitas.

O próximo dia 16 de maio, quarta-feira, no CSA do Sar contaremos com o grupo anti-carcerário Les trois passants (Toulouse) que às 19:00h apresentaram o documentário «Nos robaron las noches» e despois terá lugar um encontro e debate com Pastora do coletivo Familias frente a la crueldad carcelaria e Les trois passants ,realizadoras do documentário. Para rematar a jornada faramos um ceador pra intentar cubrir os gastos.

Aqui vai descriçom do documentário e da atividade:

Com o passo do tempo, quem nos solidarizamos com as nossas colegas presas, aprendemos e continuamos a aprender no caminho, e neste, observamos a incessante luita, resistência e trabalho que as mulheres (dentro e fora dos cárceres) realizam, nom só como tecedoras de memória e contra o esquecimento, senom como portadoras de umha luita incessante contra o encerramento, o cárcere, o sistema penitenciário e jurídico. Porém, inclusive nos meios contestatários pouco se diz sobre elas, pouco sabemos delas, pouco se escuta.

É por esta razom, que nesta ocasiom, longe de fabricar umha visom de inocência e vitimismo, queremos fazer um eco e abrir um espaço para a palavra das maes, irmás, parceiras, mulheres solidárias, filhas e ex-presas que enfrentam o sistema penitenciário, o encerramento dos seus seres queridos, o distanciamento, o desprezo, a humilhaçom, o maltrato e a tortura sexual, o assinalamento, a estigmatizaçom e a hipotética justiça.

É através deste documentário que queremos escutar as suas vozes e reflexons, que queremos abordar estas preocupaçons que rodeiam o cárcere dentro e fora dos muros, mas principalmente permitir intercâmbios, tecer laços e encontrar caminhos, espaços e açons pela liberdade.

Com a finalidade de trocar e compartilhar reflexons, depois de que se apresente este documentário teremos um debate entre pessoas do coletivo Les trois passants (Toulouse) e Pastora, do coletivo Familias frente a la crueldad carcelaria.”

Vemo-nos ali!

Festa do 17 que se fai o 12

O próximo 12 de Maio estaremos co posto na festa do 17 que organiza a Gentalha do Pichel em Compostela

Programa:

→10.30 Alborada e cabeçudos polas ruas de Compostela
Feira de criadoras na Praça do Pam
→12.30 “Com Martina na tina”, atividade para crianças, na praça 8 de Março
→13.00 Sessom vermute com Lévedo. Un proxecto de Bouba e A Máquina de Mallar, na praça 8 de Março
→14.30 Jantar popular com opçom onívora ou vegana na praça 8 de Março
→17.30 Foliada dos cursos co alunado de ITACA.Asociación xuvenil e cultural.a, A Gentalha do Pichel e Semente Compostela na Praça do Pam
→ 21.30 CONCERTOS NA PRAÇA 8 DE MARÇO
→GRUPO GANHADOR DO II ECLOSOM: NUADA
→ Ezetaerre
→ The Tetas’ Van
→ PICADISCOS Ferromona

Ardora nº3

ESGOTADO

Descarga: PDF.

Para conseguir algum ejemplar ou para distribuiçom contactar a través de: ardora@bastardi.net.

Também podedes subscrever a revista e recebê-la na casa: subcriçom básica: 18€ (6 números)  + 6 € de gastos de envio. A intençom das subscriçons é dar estabilidade ao projeto, também som bem-vindas aportaçons solidárias.

 

Índice de conteúdos:

Vozes

· O inesperado

· Anáise crítico do 8 de Marzo, día da muller traballadora

Alem

· Luitando baixo o estado de emergência

Cinema

· Cinema de ficción anarquista durante a guerra civil

Ferramentas

· Contrato(do)

O fio negro da história

· Manoel Antonio: trala pegada dunha nova coordenada (Epifanias libertarias vol.2.3)

Chora et labora

· «Passei os melhores anos da minha vida num supermercado»

Banda desenhada

· Nestor Makhno

Nordés nº2

Com o galho do primeiro da maio sae o número dous de este jornal mensal falando das origens de este dia de luita. Também falamos sobre o caso da manada e da greve que vai começar em várias cárceres do estado. Por outra banda anunciamos a publicaçom do terceiro número da revista Ardora.

Animamos a imprimir e difundir este pequeno jornal. Nos seguintes enlaces podedes descargá-lo em cor ou em preto e branco:

· Nordés nº2 em cor

· Nordés nº2 em preto e branco.

Encontro anarquista do livro de Porto

Difundimos o programa da web pt-contrainfo.espiv.net.

O Encontro Anarquista do Livro realiza-se nos dias 4, 5 e 6 de Maio de 2018, no Porto, e constitui um espaço de afirmação da dissidência, de intercâmbio de ideias, experiências e materiais, e de fortalecimento de redes de afinidade.

Programa completo:

DIA 4 | Sexta-feira

18h30 | Editorial Cambalache
Apresentação de livros

“A Minha Guerra de Espanha”
A história de uma mulher que assume, com dúvidas e contradições, um papel que não estava reservado para nenhuma delas: tornar-se capitã de uma coluna de milicianos do POUM (Partido Operário da Unificação Marxista). Sua narração — direta, sincera e humilde — transporta-nos para um passado em que não podemos deixar de nos olhar.

“A Minha Infância no Franquismo”
Em 1938, Enesida García Suárez tinha onze anos de idade. Morava com sua família no vale de Tiraña, Llaviana. A guerra já estava perdida para as mulheres e os homens que habitavam no vale, mas ainda não havia terminado. Tudo correu assim: quando todos estavam a cacarejar, «a guerra acabou, a guerra acabou», eu também pensava assim, porque estávamos cansados de sofrer calamidades e privações; em uma palavra, morrendo de fome. Aconteceu que a guerra, ou até pior do que a guerra, para nós começava lá, e vai-se verificar com a minha história.

20h | Jantar vegano

21h | Para uma Crítica Libertária das Necessidades
Apresentação do livro de Ivan Illich, com a presença do editor, numa discussão integrada nos 200 Anos de Resistência à Sociedade Industrial

JLR: «Parafraseando Walter Benjamin, só hoje Ivan Illich parece entrar na sua “hora da legibilidade”. Essa percepção levou-nos a co- organizar com José Carlos Marques a edição portuguesa de Toward a History of Needs, que acaba de sair. Trata-se – reivindicamo-lo – de um pensador libertário e de um dos mais argutos críticos da sociedade industrial orientada para o crescimento. Esta apresentação surge enquadrada na revisitação que faremos, ao longo dos próximos anos, aos críticos da sociedade industrial».

23h | Concertos*

Pedro e Diana
Da água carvalhelhos a cair aos pingarelhos até ao umbigo do belmiro a criar riqueza qualquer ordem é possível e todo o caos subjacente pode ser aproveitado de formas sempre diferentes. Humor, inquietações, amores e desamores do quotidiano capitalista, gritos de revolta e sonho, toques de nihilismo cheio de sentido e, acima de tudo, música que nos transporta para notas de revoluções antigas. Assim as continuemos.

Palankalama
Palankalama é um quarteto dedicado à música instrumental, oriundo da cidade do Porto. As suas composições baseiam-se na música tradicional/folk de diversas regiões e imaginários. Cada música é uma procura de um cenário onde se desenvolve um argumento. Recorrendo à energia do rock, a narrativa é traçada pelos quatro elementos da banda, numa busca de lugares de “ficção”.

* Os concertos decorrerão no Espaço Musas (Rua do Bonjardim, 998, Porto)

DIA 5 | Sábado

11h | oficina (a confirmar)

14h30 | Palavras que Ferem, Impossíveis, Marginais…
Apresentação de projectos editoriais

Uma apresentação das propostas de edição libertárias no nosso meio, troca de experiências e perspectivas apresentadas pelos seus editores: as fundamentações, dificuldades, conquistas e expectativas. E tudo o mais que for dado à estampa.

16h30 | L a B a S E – Ateneu Cooperativo
Conversa sobre experiências de cooperativismo auto-gestionário (Barcelona)

La Base es un proyecto que parte de la necesidad que algunas de personas sentimos de dotarnos de fuerza material autónoma en los barrios, de reconstruir la constelación de infraestructuras autogestionadas que los barrios de Barcelona tuvieron durante el primer tercio del siglo XX –cooperativas de consumo, ateneos, sedes sindicales, escuelas racionalistas, publicaciones… – conformando una increíble fuerza revolucionaria.

Para hacerlo apostamos por recuperar la práctica del mutualismo obrero y popular. Así, las personas socias cooperativas ponemos 10€ al mes que van a un fondo común. Este Fondo Común se dota también con una parte de la actividad económica de los grupos con sede en La Base. Este fondo nos sirve, por una lado, para pagar el alquiler del espacio y, por otro, nos permite dotarnos de una fuerza material que da consistencia para la materialización de nuestros sueños.

A partir del movimiento de ocupación de las plazas del 2011, su extensión planetaria, pero también la multiplicación de asambleas de barrio y asambleas locales, es el momento de hacer un salto cualitativo y dotarnos de nuevo, localmente, de infraestructuras autogestionadas potentes. En Barcelona: Can Batlló en Sants, la Flor de Maig al Poble Nou y ahora La Base en el Poble Sec encarnan esta idea.

18h30 | Okupação
Apresentação do Arquivo Digital Público – Okupações pós anos 90

O Arquivo Digital Público – Okupações em Portugal pós anos 90 pretende reunir todo o tipo de material – fotografias, cartazes, folhetos, autocolantes, artigos de jornais, revistas e fanzines, vídeos e relatos pessoais das okupações de casas em Portugal desde 1993 – para constituir um arquivo público autónomo gratuito e acessível. Uma história contada pelos próprios intervenientes, autónoma, longe portanto da análise académica ou de assumpções sociológicas e etnográficas. O objectivo é dar continuidade ao movimento, agora desta forma virtual, uma vez que a ocupação e a libertação de espaços continuam a fazer sentido para fins contra-culturais ou meramente habitacionais. A sessão inicia-se com a apresentação da actual situação legal da C.O.S.A. (ameaçada de despejo).

18h30 | Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias
Conversa com o colectivo Rata Dentata e Maria A.

Esta exposição pretende visibilizar as histórias das mulheres que, em diferentes geografias e a partir de múltiplos lugares de enunciação, se afirmaram como precursoras dos movimentos anarquista e autónomo entre os finais do séc. XIX e os meados do séc. XX. Trata-se de um projecto itinerante, baseado nos valores do DIY, de elaboração inacabada.

Como é que podemos desenvolver um projecto historiográfico sobre mulheres sem reforçar a presunção da existência de um sujeito unitário, estável e universal? Que relações de dominação e de exclusão emergem quando se pretende resituar as mulheres na História? Que história(s) desenterrar neste rectângulo geográfico? Como é que podemos fugir à reprodução de leituras hegemónicas, à colonização epistémica das resistências, à apropriação de outras vidas? Como é que podemos gerir e suplantar o carácter eurocêntrico do anarco-feminismo? Estas e outras interrogações orientarão a conversa sobre o processo de construção colectiva e a pertinência política da referida exposição.

20h | Jantar vegano

21h | Uma História de Rebeldia e Dignidade de 1976 a 1979
Documentário e conversa com a Cordinadora de Presos Em Luita (COPEL)

Loita anti prisión nos 70 no estado Espanyol. Dentro e fora da cadeia. Motins fuxidas e outras aportacions dos grupos autónomos.

21h | Sementeiras de Ventos, Inquietações e Urdiduras…
Apresentação de projectos de publicações

Uma apresentação dos projectos de publicações libertárias entre nós, o seu sentido, alcance e propósitos. Partilha de opiniões, justificação de formatos, desenvolvimento e esboço de projectos. Notas pertinentes.

23h | Concerto*
Mulheres na batida

Somos um grupo de mulheres feministas da Galiza, que queremos expresar-nos através da música, em concreto do HIPHOP-PUNK-TRAP (feminista), entendido este como ferramenta de subversom/transformaçom de espaços tradicionalmente patriarcais. Neste caminho começado, procuramos o nosso empoderamento e visibilizaçom e o de outras mulheres/coletivos que queiram compartilhar a céna com nós nos diretos.

* O concerto decorrerá no Espaço Musas (Rua do Bonjardim, 998, Porto)

DIA 6 | Domingo

11h | Paginação em Scribus
Oficina

A utilização de ferramentas informáticas não proprietárias é também um dos caminhos de saída do mundo-mercadoria. O Scribus, uma dessas ferramentas, é um programa de paginação gráfico open source que fornece grande parte das funções de programas similares como o InDesign, por exemplo. O paginador da publicação Erva Rebelde, autodidacta nesta área, traz tudo que sabe para partilhar e espera que alguém apareça com o que ele ainda não sabe. Traz – se quiseres – computador com Scribus instalado.

14h30 | Especismo e Lutas Anti-autoritárias
Conversa com o colectivo Rata Dentata

Esta conversa propõe uma reflexão sobre o especismo a partir de uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o anti-especismo e as suas articulações com as lutas anti-capitalistas, indo além da análise das micro-políticas (e.g., veganismo). Faremos uma incursão pelas críticas (trans)feministas ao especismo, focalizando naquela que corresponde à sua principal dimensão: a exploração dos corpos dxs animais não-humanxs para consumo. Através da apresentação de um conjunto de exemplos, discutiremos os principais pontos de intersecção entre a libertação animal e os movimentos anti-autoritários.

16h30 | O 3s dos Incêndios em Portugal
O que se sabe, o que não se sabe e o que pensamos que se sabe

Não existe um problema dos incêndios em Portugal, mas sim vários, cada um deles com várias dimensões. Um olhar de investigadores e pensadores atentos ajuda-nos a debater o tema e a formular uma leitura libertária dos fogos.

16h30 | Memorias Contraculturales: Breve Historia del Fanzine en Venezuela
Conversa com o colectivo Ké Animal Es Ese Gato

Na Venezuela a fanzine rebentou com maior ímpeto nas décadas de 80 e 90, num país que se entregava às grandes corporações e aos governos estrangeiros, os quais moviam os fios da política venezuelana, com o objetivo de se apropriarem das riquezas naturais e energéticas desta nação. A política venezuelana repartia-se, então, em dois grupos dominantes: quem detinha o poder governamental (partidos de direita, centro-direita e da democracia cristã) e os seus antagonistas (partidos e grupos armados de esquerda). Neste panorama surgiu uma visão diferente da destes polos ideológicos: a visão dos grupos libertários, os quais vendo-se fora dos circuitos de comunicação oficial do governo e sem acesso ao aparato propagandista dos grupos de esquerda, puseram mão a essa forma de expressão independente e dinâmica, cujo único limite era a própria criatividade de quem a produzia. Assim a fanzine apareceu na comunicação e na política venezuelana, nascendo num contexto marcado por crises sócio-económicas, por golpes de estado e por insurreições populares, as quais provocaram uma forte repressão do aparato militar. Perante esta lúgubre paisagem, a fanzine ergueu-se como meio de expressão contra-cultural, incendiando corações ingovernáveis e insubmissos.

18h30 | Lutas Anti-coloniais: A Resistência de Dois Povos entre Fronteiras
Conversa com o Grupo Acção Palestina e Ekin Ege (Comité de Jineoloji da Europa)

Partindo da reconstrução do puzzle cartográfico dos acordos Skykes-Picot, abordaremos a história de uma região, cujo nome e fronteiras foram definidas pelos poderes europeus, cujos povos sem-lugar, curdo e palestino, foram submetidos à tirania dos impérios coloniais e que ainda hoje estão sujeitos a estes poderes necropolíticos. A seguir veremos as diferentes formas de resistência que se formularam e criaram, e finalmente falaremos da actualidade entre crueldade e resistência, entre destruição e construção.

18h30 | Ecologia Social e Lutas Populares
Conversa com a Terra Viva / Terra Vivente A.E.S

Uma ECOLOGIA-SOCIAL como complemento ao “ambientalismo”? – As insuficiências do “ambientalismo”- A crítica de Murray Bookchin à “sóciobiologia” – A deriva “municipalista libertária” de Bookchin: o Estado central é mau mas o local é melhor???- A chegada das ideias de Bookchin a Portugal nos anos 80 e 90: da “Conferência Internacional sobre Ecologia Social ” à tentativa da Terra Viva de introdução da ecologia social no terreno prático das lutas populares – As lutas populares dos anos 80 e 90: contra a eucaliptização intensiva e extensiva (Aboboreira, Valongo, Valpaços, Mirandela, Rio Maior, …), contra a construção de “aterros sanitários” (Lazarim/Bigorne, Maia, …) – Contra a poluição industrial e da”ETAR” de Valongo ao Rio Ferreira (as ETARs como engodo e caça ao voto às populações locais…)… – Da necessidade de um enfoque SÓCIO-ECOLÓGICO LIBERTÁRIO, anti-capitalista, anti-estatista, anti-autoritário e POPULAR, para enfrentar a acelerada destruição ecológica do planeta (os que exploram e oprimem a Humanidade são os mesmos que destroem e exploram o planeta: “o que fazeis à Terra, fazeis aos filhos da Terra”… (ao mesmo tempo que a conversa se realiza , será apresentada uma pequena exposição de materiais gráficos da época sobre estas lutas …).

20h | Jantar vegano

Exposições durante o fim-de-semana:

Memorias contraculturales: Breve Historia del Fanzine en Venezuela.
Colectivo Ké Animal Es Ese Gato

Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”
Colectivo Rata Dentata e Maria A.

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Bancas participantes:

Ardora, (s)ediçons anarquistas
Banca com várias publicações (e.g. Casa Viva, GERA, Erva Rebelde, GAP, etc.)
Barricada de Livros
Biblioteca Boesg
Editorial Cambalache
Edições Mortas
Editora Sempre em Pé
Flauta de Luz
Frangenti (Itália)
Gato Vadio
Jornal Mapa
Ké Animal Es Ese Gato
Livraria Letra Livre
OFICINA ARARA
Pandorca Distro
Terra Viva / Terra Vivente A.E.S
Tortuga
Livraria Utopia

 Condições de acessibilidade:

(1) Em termos de acessibilidade a pessoas com diversidade funcional, convém referir que a estação de metro da Trindade é a mais próxima do local. Da saída do metro até à GAZUA, a distância é de cerca de 600 metros. Existem ainda autocarros (11M e 703). Infelizmente, o espaço desta actividade é de acessibilidade reduzida. Tem escadas de acesso ao primeiro piso e à cave/jardim. Nem os corredores nem as casas de banho estão preparados para pessoas com diversidade funcional, sendo a largura  dos mesmos convencional e não existindo barra lateral de apoio nem uma largura suficiente das portas que permita a manobrabilidade de cadeiras de rodas, por exemplo. Disponibilizaremos um conjunto de pessoas para auxiliar em necessidades de mobilidade.

(2) As condições de acessibilidade à Terra das Crianças do Espaço Musas (local dos concertos) são reduzidas, com necessidade de galgar vários lanços de escadas, provavelmente com escassas condições de luz.

Mais informações em breve.

Ardora (s)ediçons anarquistas apresenta

O dia 30 de abril às 18:00 temos a satisfaçom de apresentar um projeto no que levamos a trabalhar uns meses.
ARDORA (S)EDIÇONS ANARQUISTAS envolve umha revista e umha editora, e canda nós estarám as compas de Airmandade Da Costa apresentando tambem o seu meio de informaçom.

As 19:00 contaremos coa apresentaçom do livro ‘El sabor de la sangre en la boca: Revolucionarios, anarquistas, rebeldes y nihilistas en la Rusia del s.XIX’ (Editorial DESCONTROL).

Às 21:30 teremos ceia para prepararmo-nos para os concertos de:
– STYLO BASTARDO (HI HOPUNKI/DENDE A SALA IAGO)
– RAMERAS (PUNK PUTO/COMPOS)