Etiqueta: história

Nordês nº13

Já está para descargar o número treze do periódico Nordês. Umha colaboraçom entre o jornal digital A irmandade da costa e Ardora (s)ediçons anarquistas. 

Nesta entrega os artigos: Origens do 1 de maio. Luitas nas prisons. Escravos «km 0». Pastora sempre contigo!

Animamos a fotocopiar e difundir

Descarga:

· Nordês nº13

Ardora nº4

DISPONÍVEL

Preço: 3´5€

Atopa o teu ejemplar nos pontos de distribuiçom.

Se queres recebê-la na casa podes subscrever-te enviando um correio a: ardora@bastardi.net. 

 

 

 

Editorial

Tés na tua mao o quarto número da revista Ardora. Um número que conta com a violência dos despejos dos centros sociais okupados e com análises sobre a escravidom do mundo laboral. Com reflexons em volta de conceitos que nos constroem como comunidade e com textos que chegam redigidos do outro lado do oceano. Com contribuiçons que dam espaço ao cinema e à banda desenhada dumha perspetiva de género combativa. Neste começo de 2019 queremos voltar para animar o debate social e considerarmos de novo a palavra escrita como ferramenta útil para as mudanças sociais.

Som muitas as companheiras que com as suas reflexons convidam nestas páginas a repensarmos alguns conceitos que temos interiorizados, a analisarmos os diferentes contextos sociais e políticos em que estamos inseridas, a olharmos para onde nom querem que olhemos e a rebelar-nos. A rebelar-nos, sim, contra a ideia da necessidade do consenso. Contra a doutrina da obediência. Nestas páginas há espaço apenas para o conflito como modo de pensar-nos. Espaço para o conflito como eixo verterador para a construçom de sociedades diversas. Conflito entendido como posicionamento contra as sociedades conformadas arredor da paz social e a normalizaçom. Contra as práticas autoritárias de apagamento cultural e silenciamento político.

Assim é que entendemos a teoria como parte da própria prática, a palavra como portadora de pensamentos, como mais umha forma de contestaçom política e militante, mais umha ocupaçom do espaço público, mais outro coquetel incendiário.

Em Ardora (s)Ediçons Anarquistas entendemos a leitura  como um ato revolucionário. Umha leitura pausada e reflexiva, um espaço em branco no ritmo frenético que exige a cultura do capitalismo. Umha prática que confronta com a primazia da vida hipertecnologizada à qual somos obrigadas a fazer parte. É por isso que a leitura se converte num tempo dificilmente aproveitável para o mercado do emprego e o capital.

Achamos que ao falarmos de ler nom estamos só a falar de decodificarmos signos gráficos e atribuirmo-lhes significados semânticos concretos. Falarmos de leitura é falarmos da interpretaçom dos signos, da rebelaçom das ideias, da dedicaçom do nosso tempo a pensarmos outras formas de vida e da ocupaçom material do espaço físico e simbólico que nos é roubado permanentemente para exercermos a açom. Também, dessa partilha em voz alta com as companheiras, de contar-nos, de cantar-nos, que é umha forma de pensar em coletivo própria das comunidades de tradiçom oral como a galega.

O tempo nom é ouro, nom, o tempo som açons, sensaçons e minutos.

Índice:

Insumisa

· «Despejos» do cámbio

Vozes

· O que significa ser indígena?

· Sobre solidariedade revolucionária

Além

· Que resista a ZAD

· Nom ao Alto Maipo e outras reflexons sobre o entorno anárquico.

Cinema

· O psicópata moralista no terror moderno

O fio negro da história

· Os primórdios da resistência contra o sistema tecnoindustrial

· Joaquina Dorado Pita

Chora et labora

· Chora e atraiçoa

Banda desenhada

· Roman Spring.

Coruña Libertaria

II Jornadas anarquistas

MAIO:

25 – Sexta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Presentaçom do novo coletivo “Centro de estudos sociais Germinal” e presentaçom das jornadas.

29 – Terça-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Presentaçom do livro “A Coruña anarquista: na procura do ideal de liberdade” e palestra “O anarquismo coruñés ata 1936” por Oscar Freán, autor do livro.

30 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do filme “Nuestro culpable” de Fernando Mignoni (1937)

XUNHO

3 – Domingo às 12:30 no cemitério de San Amaro:
Ofrenda floral aos mártires da greve geral de 1901 na Corunha

6 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do documentário “Memorias rotas, balada sobre el comandante Moreno” a cargo da sua diretora Manane Rodríguez

8 – Sexta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Palestra sobre Ramón de la Sagra a cargo de Ascensión Cambrón

11 – Segunda-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Palestra “Galiza nas redes anarquistas internacionais” a cargo de Eliseo Fernández.

15 – Sexta-feira às 19:00 na Rua Washington 36:
Projeçom do filme “Viva Zapata” de Elia Kazan comentada por Alber Ponte.
A continuaçom, palestra “O movemento agrario na comarcal de San Pedro” a cargo de Ramón Boga.

20 – Quarta-feira às 20:00 na Rua Washington 36:
Projeçom do filme “Amanece sobre España” de Louis Frank e palestra sobre o documentário durante a Revoluçom espanhola (Buñuel, Hemingway, Dos Passos)

22 – Sexta-feira às 22:00 na Rua A Paz 16:
Palestra “Esperanto e anarquismo” a cargo de Carlos Sánchez Crestar

27 – Quarta-feira às 20:00 na Rua A Paz 16:
Projeçom do filme “Furia libertaria”

30 – Sábado:
11:00 Roteiro libertário (por concretar)
20:00 Palestra “Transición e movemento anarquista” a cargo de Miguel Ángel Martínez e presentaçom de Carlos López na Rua Washington 36

Organiza: Centro de estudos sociais Germinal, Ateneo libertario Xosé Tarrío, Unión anarcosindicalista.

Colabora: Ardora (s)ediçons anarquistas.