🌍🔥 Este sábado 21 de fevereiro vemo-nos em Lugo para falar do que importa: o território, a Galiza rural e as loitas que a mantenhem viva.
Num momento no que a terra está em disputa, juntamo-nos para reflexionar, compartir e fortalezer resistências ✊🌱 Desde a história da Galiza rural até a cartografia atual das loitas labregas, será umha jornada para pensar coletivamente e defender o que é nosso.
🕧 12:30h – Umha história pequena da Galiza rural 🍲 15:00h – Jantar compartido 🗺 16:30h – Defender a terra: cartografia da resistencia
📍 CS A Hedreira (Lugo)
Vemo-nos alí! Trae ganas de escuitar, debater e construír ✨
Livro de Ricardo Melha, anarquista viguês, publicado em 1899 e traduzido ao galego por primeira vez.
Um canto á liberdade que desafia a obediência cega e defende o pensar rebelde fronte ao dogma coletivo. Um berro lúcido contra o tirano invisível da maioria, contra esse monstro eleitoral e legislativo que pretende possui-lo todo.
Desmesura é umha história em banda desenhada que fala do mal-estar , das redes de apoio, da expressom da loucura. Figemos esta ediçom em galego no marco dumha aposta por gerar debate e repensarmos desde o prisma da saúde mental, como coletivo, como comunidade; afastando-nos do individualismo para promover o encontro. Porque é aqui, no “nós” onde realmente podemos reconhercer(mo-nos) e construir novas formas de abordar mal-estares.
No meio de umha sociedade definida polo isolamento e a atomizaçom, onde à vez que se vende a excelência do individualismo selvagem a diferença é condenada, poder permanecer no lado bom da linha depende de nom estar sozinho.
E nom estar só depende em grande medida de ter ou nom dado prioridade ao colectivo na tua vida, de pensar que a vida que vale a pena viver é sempre a vida que vale a pena viver com os outros. Figem muitas cousas estúpidas e estivem moi perto de polo menos meia dúzia de abismos, mas preocupo-me dos outros, nom os quero perder, dumha forma vaga sempre soubem que a saúde também depende deles, e isso salvou-me o cu.
(Extracto da Banda Deseñada, ilustracións de Mario Pellejer)
Desde este recuncho, queremos mandar o nosso mais sincero reconhecimento ao trabalho de Fernando Balius e Mario Pellejer, por esta peça de arte criada da experiência encarnada, cheia de matizes e reflexons.
Nas palavras de Nando:
Esta banda desenhada vai da loucura. E para isso falei da minha própria loucura, das vozes e os ruidos que ouço na minha cabeça. Das cousas que me passarom e de como vejo o mundo. Tenteino-no. A honestidade é um caminho fodido. A maior parte das séries, filmes e novelas que tratam o tema o fam desde o estereotipo e sempre me resultarom alheias ou grotescas. Eu queria falar e nom deixar de fazê-lo até liberar a vida do lugar no que se atopa aprisionada. Nom foi doado. Os pincéis de Mario atoparom-se com as minhas palavras durante vários anos e agora o relato por fim está impresso. Feliz digestom
PVP: 18€
Este livro pode ser adquirido nas nosas distris itinerantes ou agendando a entrega através de ardora@bastardi.net
Feira durante toda a jornada com Bastiana editora, Ardora (s)ediçons anarquistas e Alouette Machine
12h – Dá-me veneno: palestra sobre a comida que nos enferma e presentaçom de alternativas de consumo na comarca -A importância do consumo de alimentos labregos e agroecológicos Sindicato Labrego Galego · presentaçom do diretório de recursos agroecológicos da comarca -Presentaçom do estudo de alimentos quilométricos de Amigas da Terra Patricia Iglesias, ativista ecologista -Encontro Agroecológico do Lusco e Fusco Miguel Navarro, labrego agroecológico da comarca -Presentaçom do projeto ‘Non é o Mesmo’ Lidia Senra, labrega agroecológica da comarca
14h -Sessom vermú: recital musical com O Leo
15h – Jantar agroecológico
16:30h Imprenta criativa: obradoiro de imprenta tipográfica com Alouette Machine
18h Letras livres: conversas ao redor da cultura autogerida na Galiza -Bastiana editorial libertária da Corunha -Novas da Galiza. Periódico galego de informaçom crítica -O Leo, músico Modera: Charo Lopes
O próximo sábado 12 de fevereiro às 19:00h organizamos em Alhariz umha palestra sobre os livros “Transumano mon amour” a cargo do seu autor, Andrea Mazzola. Será no CSA Cambalhota, caminho do castelo nº10.
Os livros, editados polo jornal Mapa, recolhem umha escolma de textos publicados no próprio jornal. Pretendem esboçar, analisar e cartografar o que é o movimento transumanista, umha organizaçom que tem como objetivo ultrapassar por meio da ciência e a tecnologia os limites da condiçom biológica do ser humano, assim como a sua implicaçom nessa estratégia dos Estados que tende a fundir guerras com intervençons humanitárias e crises sanitárias com emergências militares.
Na atividade poremos um posto de livros à venda. Se nom podes vir a atividade e queres o teu exemplar, podes pedir o teu escrevendo a ardora@bastardi.net